quarta-feira, 4 de maio de 2016

morte.


Teve um dia em que eu quase morri.
Verso 26.
Bom, não sei dizer - química ou biologicamente - se eu realmente quase morri. A minha percepção é de que foi quase, mas é provável que não tenha sido. É bem provável, aliás, que tenha sido só uma pequena pane no sistema, aquelas breves apagadas que o windows dá e ai em seguida ele volta, é só selecionar a opção "reiniciar normalmente" pra coisa toda voltar ao normal.
Então creio que talvez o mais correto por ser dito é que teve um dia em que eu quase quis ter morrido. Tinha organizado tudo direitinho pra que tudo ocorresse dessa forma. Quer dizer, mais ou menos direitinho, tanto que, como dizem os jovens, não rolou. Seria uma baita sacanagem com os envolvidos, que não se sabiam envolvidos, uma vez que só eu sabia das idéias? Sim, claro. Imagina você está lá de boa no teu rolê como faz sempre ai de repente alguém fala "caralho porra acho que tem um cara morto no rolê". Ou então, pior, se quem te encontra morto é algum conhecido, algum amigo, alguém na casa onde você foi dormir ou com quem dormiu? 
Então, retomando para encerrar, acho que não aconteceu nada mesmo, e ninguém chegou perto da morte, não a curto prazo, talvez à longo prazo, talvez em termos de falta de vontade de seguir vivendo de acordo com o que se mostrava como viver para aquele período - quando que um período deixa de ser considerado "presente"? Seria importante ter essa definição agora.
Mas que é um fato é um fato: aquele dia eu poderia ter morrido, como em todos os outros - piada barata de tirinha de jornal: até por que, basta estar vivo. 
Fiquem com jesus.


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