segunda-feira, 11 de abril de 2016

Gráfica.


Verso 49.
Sempre gostei de material gráfico. Lembro de ir com meu pai naquelas feiras de negócios com diversos expositores mostrando produtos de gráficas para pessoas que trabalhavam realizando trabalhos gráficos e voltar com sacolas cheias de amostras dos produtos gráficos e me divertir com aquilo. Etiquetas, rótulos, embalagens, envelopes - a materialidade do jingle da mackcolor me agradava, inclusive pelo aroma da tinta. Teve uma altura do campeonato que eu pensei em deixar tudo de lado, ainda não havia tanta coisa envolvida nesse 'tudo', é verdade, e me zarpar para alguma cidade pequena (no máximo cem mil habitantes) e descolar um trampo numa gráfica. Aprender a manusear um papel, uma impressora industrial, ligar irritado, mas parcimonioso, para algum cliente para lhe falar que pela quarta vez me mandou um arquivo em PDF com formato ou alguma coisa errada - aprenderia também sobre o que são certos e o que são errados numa gráfica. Pensei também, isso foi um pouco depois, na ideia de ir para alguma cidade um pouco maior (no máximo duzentos mil habitantes) e fazer uma faculdade de design gráfico, um curso de dois anos, e paralelamente trabalhar numa gráfica, ai eu aprenderia a mexer em papel e em impressoras, e também teria uma formação voltada a outra etapa do processo, a de criação das peças gráficas. Dai, antes disso tudo ainda, tinha uma época que logo na entrada da região onde eu trabalhava tinha uma gráfica bem grande e quando eu passava lá indo pro trabalho eu ouvia o barulho das máquinas e imaginava "caramba que máquinas grandes, se eu trabalhasse aqui eu ia resmungar do barulho delas, aposto, e ia também usar algum tipo de protetor auricular bem grande, ia praticamente enrolar um colchão na minha cabeça pro ruído das máquinas não arrebentar meus tímpanos musicais". Teve também, nesse mesmo período, o dia em que eu descobri o site duma gráfica rápida on line que foi uma época bem legal, eu ficava namorando a infinidade de produtos gráficos no menu de produtos e serviços e no portfólio deles e ficava imaginando o processo para a composição das peças, por que, querendo ou não, deve ter uma etapa no processo de criação dessas peças que é manual, deve ter algum contato humano antes da coisa ser toda maquinada. Não sei, quem sabe, são muitas impressoras.

 

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