sábado, 9 de janeiro de 2016

Explosões.


Foi em alguma quinta feira no segundo semestre de 2012. Lembro mais ou menos da data pois naquele semestre a gente quase sempre ensaiava às quintas feiras no Cão Pererê, endereço antigo, das 21h30 até mais ou menos a meia noite. O Pelego sempre passava em casa antes, pra gente comer alguma coisa, planejar o que faríamos no ensaio, trocar uma ideia, curtirmos um som etc. Foi numa dessas quintas feiras que ele falou "deixa eu te mostrar um negócio". Lembro que a internet não estava boa, ou meu computador estava com alguma lentidão, e demorou pro "negócio" carregar. Lembro que naquela época eu queria que transformássemos o Zababô Zebrinha numa banda instrumental, e um ensaio com o público de apenas uma pessoa nos incentivou maliciosamente a tal. Quantas coisas acontecem em três anos? Sobretudo, quantas coisas nesses anos pra parecer que faz tantos anos a mais. O Latour tem aquela ideia de procurarmos identificar os sujeitos das redes sociotécnicas para pensarmos os fenômenos, os acontecimentos sociais (ou algo assim), e acho gostoso lembrar disso tudo agora, sentado no chão do Cine Joia, esperando começar o show do Explosions In The Sky, o "negócio" que o Pelego me mostrou naquela noite.


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