quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A matemática dos dias.


A matemática dos dias às vezes tem resultados mais imprecisos do que os cálculos que levaram uma gestão municipal a crer que seria bom para São Paulo construir um viaduto que ligasse a Barra Funda à Consolação. É curioso como, em uma primeira visita desatenta a momentos passados que surgem brevemente na memória, os resultados soam mais imprecisos ainda. Coloquei a coletânea com bandas de Marília para tocar e inevitavelmente chegou no trecho em que há as músicas da minha banda. Aliás, antes disso, ouvir este cd é passear pela memória do período em que os shows das bandas que nele estão e o contato com a galera que o fez era uma rotina tão cheia de inadjetividades positivas e benéficas à minha vida que encerro a frase por aqui. Quando chegaram as músicas do Zababô Zebrinha, jesus, que onda acachapante me levou para comer areia e restos de concha submersamente. Me recordei do dia da gravação daquelas canções, me remeti ao grito desesperado (interpretado como irônico por alguns) fora de lugar no meio da música, retornei à cerveja gelada tomada entre escondidas lágrimas na sala de mixagem. A matemática burra da primeira sensação foi a de esboçar alguma saudade com relação ao período, mas, ah, isso jamais existirá - nem preciso pensar muito para me recordar que isso não existe. A borrachinha da moça do Kumon foi ligeira em apontar o erro: a matemática daqueles dias talvez deva ser tomada como símbolo maior da vida a não seguir jamais nunca mais pras contas dessa vida.


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