sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Jovialidade & Sustos.


Não é do meu feitio olhar para as coisas e situações vendo mais o lado ruim do que o bom, mas esse ano a gente levou um sustão, hein? E depois do susto, depois que as pernas param de tremelicar e a gente volta a ver e viver as coisas em um ritmo mais ou menos ordinário, a gente senta e toma um café - ou um capuccino - adoçado pela prosa.
Você já morava em São Paulo, naquela casa na Aclimação, que a cada relato sobre ela faz a minha imaginação voar tão longe, para a cidade daquela época, para o seu jeito de ser jovial - jovialidade mantida, apesar dos sustos.
Havia um jardim, uma garagem e um cachorro nesta casa, e certa vez apareceram alguns filhotes de gatos por lá. Como havia um cachorro, as vozes que orquestravam as regras da casa orientaram que os gatos fossem levados para outro lugar, uma fazenda, se não me falha a memória.
Ah a jovialidade, a sua jovialidade. Me contou com um riso tão gostoso, maroto, de uma malandragem pueril, que escondeu um dos gatos dentro de casa, para que não fosse levado ao sítio. Passados alguns dias o gato já era parte da casa.
Imagino você, garota, jovial no jardim, na garagem, com o gato, com o cachorro, rindo e sorrindo - eu já falei que sou encantado pelo seu sorriso e por você. Imagino as vozes das ordens da casa se assustando com você ao verem o gato em casa. Lhe imagino desde sempre, causando sustos e sorrisos, muitos sorrisos.

Feliz Parabéns Vó!




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