terça-feira, 7 de julho de 2015

Picardias alcoólatras - três.



Lembro que naquela noite você se aproximou de mim através da janela de mensagem de texto do celular. Nunca neguei que eu não esperava receber aquela mensagem, mas entrei no assunto e ele foi crescendo. Sei que dado instante, numa das mensagens, você propunha que eu descesse até a sua casa: "vamos tomar uma cerveja aqui em casa?". Eu desci até lá, caminhando no escuro do começo da madrugada, e quando cheguei você me falou que ainda tínhamos que comprar a cerveja. Não havia locais abertos próximo dali, o mais perto ficava onde eu estava antes de descer. Subimos, então, para lá, no escuro da madrugada. Quando nos encostamos no balcão do bar, que em razão da sua baixa estatura, era quase do seu tamanho, rolou certo desentendimento pacífico pois ambos queriam pagar pelas cervejas que levaríamos para a sua casa. Com sua voz tão única você riu e disse "tudo bem" quando eu falei: "olha, esse tipo de dádiva social não combina com pessoas da nossa profissão, vamos rachar a conta e tudo certo?". Mais tarde descemos e subimos por entre dádivas picardiosas.



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