quarta-feira, 29 de julho de 2015

O poder do minimalismo.


Então me encontrei com aquele um tanto quanto conhecido interlocutor. De certa forma estava me preparando para tal fazia alguns dias (pessoas espirituosas diriam que foi o destino). Quando chegou já começou a falar "tracacás" e "querequequés", gaguejou e balbuciou um pouco. Eu havia me preparado para o momento não combinado criando algumas respostas para possíveis perguntas, previamente imaginadas como cabíveis e realizáveis por ele. Uma delas foi feita exatamente como eu havia imaginado (que bom seria se todo roteiro mental imaginário se confirmasse na argamassa concreta dos dias). Não tive problemas em contar até três e libertar, por meio das palavras vocais, o que havia sido gestado mentalmente, nalgum momento de rancor para responder a tal pergunta. Era uma frase a minha resposta. Eu respondi com uma frase, encerrando o assunto. Com uma frase, aliás, encerrei uma fase. Curta, sem pirilampices vocais ou floreios verbais, eu falei a frase. Foi então que percebi o poder do minimalismo bem moldado, lapidado e acalmado (sobretudo acalmado). Subitamente todo o rancor se dissipou. Com uma frase, encerrou-se uma fase.


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