terça-feira, 14 de julho de 2015

Fragmento - VII.


Durante a noite alguém havia nos passado o próprio endereço de sua residência para que lá fossemos no dia seguinte, que seria um domingo. Ele ainda falou: "vocês não querem anotar?", "não, é perto da casa do fulano não é?", "é", "então a gente sabe chegar". O domingo amanheceu quente como as representações medievais do inferno. O ventilador, coitado, como em boa piada de comercial de loja popular em janeiro, não resistiu; também, já não oferecia grandes alívios. "Vamos lá?", "vamos", dissemos. Compramos meia dúzia de garrafas de cerveja geladas e partimos na direção do endereço registrado mentalmente por dois bêbados na noite anterior. Era um sol forte, um calor irritante e lembro que seu sapatinho estava incomodando no calcanhar. Se não tivessem derrubado as árvores daquele grande círculo gramado o calor não seria tão intenso. Anda pra lá anda pra cá retorna desce uma rua o final vocês já sabem: não achamos a casa e voltamos para a minha nossa com as garrafas nas sacolas já aquecidas pelo perambular debaixo do sol. Água gelada do chuveiro nos lombos fornece alívio. O Corinthians jogava contra a Portuguesa. "Vamos tomar um sorvete?", falaram à janela. E nós fomos. Tem domingos e domingoS, e quanta glória social neste finalizado com vários éssis maiúsculos.


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