quinta-feira, 9 de julho de 2015

Feriado do cu do palhaço.


Esse texto é chulo, doído, pesado e desprezível. Se existe uma "deep web", esse texto vai pra seção "deep blog". Não será divulgado e apenas os olhos curiosos o lerão. Não será configurado ou corrigido. O escrevo com o nojo das mãos recobertas por catarro que grudam nas peças do teclado e repuxam os dedos a cada letra digitada.
Estou gripado há mais de uma semana. É gripe sim, não é dengue nem qualquer outra porra. Fui em show em um dia frio, o lugar era abafado e quente, saí de lá e tomei uma rajada de vento frio no peito e na cara. Shazam Jesus, no dia seguinte ao seguinte acordei mau. Dores de cabeça, de garganta, tosse pesada, espirros, assoagens constantes do nariz.
Mintupi de remédios, melhorei e tomei uma chuva, peguei metrô com ar condicionado com a roupa ainda molhada. A gripe voltou, se potencializou, yeah yeah yeah vamos acabar de foder com esse merdinha, devem ter dito os vírus griposos. E foderam mesmo.
É feriado, olha que legal. Feriado por alguma porra qualquer inútil que uns descabidos paulistas golpistas tentaram fazer e fracassaram há uns pares de décadas. Estou trabalhando desde as 14 horas, interrompi o trabalho para ir ao mercado, e já voltei a ele. Como uma topera manca, ele não anda. Passam-se horas, dias e o progresso foi uma página escrita, duas corrigidas. Um chute no cu.
Era uma e onze da manhã quando fui até a cozinha tomar mais uma dose de xarope. Um barulho na rua fez-me levantar para olhar a garagem e ver se estava tudo certo; parecia algum impacto no portão. Cheguei na cozinha e tomei uma dose de xarope, em seguida resolvi tomar um copo de refrigerante gelado, pensei: "mintupindo de xarope pra tosse, refrigerante gelado e incoerência".
Dai me lembrei se tratar de uma noite de feriado prolongado, e como sempre isso abriu a gaveta das memórias de outros feriados prolongados. Aqui bateu forte a paulada da "incoerência" junto do xarope e do refrigerante.
Me recordei de quando assinei o termo de compromisso mental pessoal sobre voltar a morar em São Paulo: "você vai fazer isso pra acabar de queimar o que lhe resta de juventude". Rá, que piada. Não durou três meses, e se eu queimei, não vi resquícios da fumaça ou senti o sabor do fumo. A juventude foi trancada, foi largada, ou caiu em algum trecho dentre os 450 kms de rodovia naquele fatídico dois de fevereiro de dois mil e quatorze.
É de foder o cu do palhaço. Está tudo errado.

Nenhum comentário: