quarta-feira, 1 de julho de 2015

A frustração e a bola debaixo do fusca.


Tenho uma ideia pré concebida do que quero escrever nesta página em branco que até o momento tem duas linhas de texto corrido sem vírgula; três linhas. No entanto, digitei "frustração" no campo de busca deste blog, e a surpresa foi desagradável, frustrante (aihn) mas não surpreendente. 
Ocorre que, dessa vez, a bola rolou pra debaixo do fusca e ficou presa entre a rua e o escapamento, e não há perna cumprida ou cabo de vassoura que a tire de lá. 
"Você se comporta como um senhor resmungão, sabia?", falou uma voz simpática que eu não ouvi - não no sentido de não dei ouvidos, mas sim no sentido de conversávamos por mensagens de texto. É difícil não resmungar quando você se sente frustrado, argumentei.
E a frustração é simples e curta, como a perna que sequer toca a bola debaixo do fusca: eu desejei uma situação na vida, eu a alcancei, e quando tinha de fazer o que era pra ser feito (que seria prazeroso pra caramba), não rolou. Pois a bola está presa debaixo do fusca.


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