sábado, 20 de junho de 2015

Uma foto.


Precisando encontrar alguns arquivos importantes para a minha formação conclusão da etapa atual do trabalho iniciado em junho de 2013, quando decidi que o faria, eis que trombei com elas: as pastas de fotos. Diz graça. Em um pen drive uma destas pastas dizia respeito a um nobre final de semana de viagem, em que saí de casa no final da madrugada de sábado e retornei no início da de segunda. Menos de dois dias que parecem ter sido uns cinco, daqueles períodos em que respiramos outras temporalidades, tipo de coisa que parece que não tenho feito mais. Uma das fotos, vistas sem muita coragem no modo "exibir > ícones médios", ganhou a atenção de ser aberta em um tamanho maior. 
O meu modo de pensar nos passados se dá tendo por base três dispositivos de memórias: a da minha cabeça, que em geral falha; a das fotos que eu faço, que em geral me recordam das situações; e a dos micro textos que escrevo no caderninho que sempre tenho no bolso, que registram o que eu sentia na situação. Às vezes preciso acessar essas três bases de memórias para confirmar uma vivência, às vezes uma basta. 
Ao bater o olho naquela foto, me recordei do que sentia ao fazê-la, e o que me levou a fazê-la.
Havia bebido já bastante naquela noite, estava em uma cidade com a marca registrada das lembranças da juventude, mas isso não incomodava no momento. Bêbado, pensava não no lugar ou na situação em micro espaço temporal, mas sim no macro espaço temporal. O ano estava em seus últimos suspiros (na verdade faltava só mais uma reunião pro fim do ano de trabalho) e o que se anunciava não era meramente o próximo ano, mas sim, o próximo período - e é por viver este período, inclusive, que cheguei ao pen drive, pois precisava achar alguns arquivos...
"Às vezes eu me pergunto o que estou fazendo com a minha vida. Espero que eu não me foda muito", 15 de dezembro de 2013.


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