sábado, 27 de junho de 2015

Fragmento - IV.


Sinto saudades de quando o ônibus desce a Rio Branco, com calma, maneirando e sendo segurado pelo pé esquerdo do motorista, que capricha no pisão concentrado no pedal de freio. Isso é depois de realizar a parada na frente do banco do brasil. Em seguida, ele passa pela lombada e faz mais uma parada, na frente da lan house/restaurante, e ai depois da rapaziada descer e subir do ônibus, o motorista solta o freio de mão sem dó. A minha saudade, sobretudo, é de depois disso. O ônibus entra na pista principal da via e vai acelerando, tomando impulso com força, com vontade. Quando ele chega ali no topo (onde à direita tem um posto de combustíveis) raramente ele para, já vai aproveitando o embalo pra contornar uma rotatória/praça redonda antes de realizar mais uma parada. Quem está em pé tem que se segurar, e quem está sentado com sacolas no colo tem de as segurar. Por alguns pares de meses eu descia nessa parada, mas disso não tenho saudades. 


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