quinta-feira, 25 de junho de 2015

Fragmento - III.


Aquele dia chegou uma moça que a gente não conhecia. Na verdade ela estava dando uma força pra rapaziada que não falava português, estava só de passagem. Lembro também que ela tinha uma bolsa lateral bem grande, e que havia viajado apenas com a roupa do corpo e essa bolsa. "Meninas, alguma de vocês tem uma base pra me emprestar? Esqueci de pegar a minha". Era na época em que nós eramos os primeiros a chegar, ou os segundos, raramente os terceiros. Que época sacra da vida. Foi curioso que os rapazes que não falavam português queriam beber uma cerveja, e eles realmente gostaram das cervejas que beberam aqui. "Skôúl", falava um deles, rindo com a lata amarela na mão. A gente estava meio incrédulo dele ter gostado tanto da cerveja feita com milho pela ambev: "porra, os caras vem da europa, onde tem umas puta cerveja louca, pra tomar esse mijo e acham bom?". Rolou uma parceria tão simpática com a moça da bolsa, lembro que teve uma hora que ela até emprestou o cartão de crédito dela pra gente.


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