sábado, 6 de junho de 2015

A casa do pão de queijo.


[Ou "uma história nojenta - III"]

-Amor. Acorda amor.
-Rãhn.
-Te fiz café - abre os olhos.
-Caramba! - exclamação ante uma jarra de suco, algumas torradas com geleia, duas bananas, um pequeno bule de inox (fumegando), duas xícaras e um cestinho com mini pães de queijo - caramba, que café, linda!
-Pra você não dizer nunca mais que eu nunca te trouxe café na cama.
-É, mas pra empatar comigo ainda falta, hein?
-É que eu gosto de dormir mais do que você.
-Nhé, preguiçosinha.
-Mas hoje acordei antes, pra te fazer surpresa.
-E que surpresa! Parece até propaganda de margarela.
-Nhé. Vamo comê?
Nem responde, já vai metendo a mão nos pães de queijo e os pães de queijo na boca. Pega um e passa no pescoço da moça, que dá uma risada larga, espaçosa e duradoura.
-Gostou? 
-Engraçado.
Repete, o ato. Dessa vez com um pão de queijo mordido e passado na geleia de uma das torradas. O desliza da lateral do pescoço até o limite da gola da camisola. 
-E se cair aqui - diz liberando a alça esquerda da camisola e deixando à mostra um dos seios. Ri, e repete a brincadeira, chegando até a borda dos mamilos.
Riram novamente. Ficou séria. Soltou um breve gemido, seguido de um riso tímido.
-Fecha o olho - falou, e fechou - não vale olhar.
-Tá! . . . . . . . . . Pode olhar?
-Não, espera mais um segundinho.
-Ai ai...
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-Pronto, pode abrir!
-Cacete porra credo!
Conforme ela abria espaço, e o pão de queijo tornava a aparecer, mais ele parecia um coco branco amarelado, e não algo sexualmente atrativo de bate e pronto.


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