segunda-feira, 18 de maio de 2015

Poluição sonora.


Acho que o ruído que poderia ser chamado de "central" é o que vem da avenida no fim da rua. Consigo distinguir o som da massa de carros, com veículos de baixa potência, apenas perceptível quando em coletivo, do som grave e grosso dos ônibus (muitos deles biarticulados). De maneira paralela, às vezes surgindo como mais central e preponderante do que o outro, em razão dos altos níveis de decibéis que a coisa alcança, estão os barulhos de uma obra. Estão erguendo um prédio comercial na avenida, próximo à esquina da rua, já esta no sexto ou sétimo andar, e o ruído das marteladas, serradas, motores das máquinas e gritos dos trabalhadores, também se faz bem audível. Constante, mas sem ser muito alto, notável mesmo por ser constante, surgem as vozes em algazarra de, possivelmente, dezenas de crianças que iniciam o dia letivo na escola de educação infantil do outro lado da rua. Como estamos próximos ao aeroporto, também, não é raro que um helicóptero passe como uma onda quebrando na praia e se sobrepondo a todo o resto dos ruídos descritos. Indiferente a isso tudo, minha avó faz cruzadinhas no sofá: "Gabriel, qual o nome do vizinho do Bob Esponja?".


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