segunda-feira, 4 de maio de 2015

Arnolfo, o Grande.


Eramos jovens, naquela época o mundo ainda não era um moinho, estava mais pra uma plantação de trigo repleta de descobertas que nos levariam a crer que, certo, o mundo é um moinho e vai nos esmagar. Houve uma manhã de domingo em que, na feira central, uma muda de manjericão foi comprada. Mais tarde naquela semana comprou-se duas jardineiras plásticas e alguns quilos de terra, também uns saquinhos daqueles com sementes, mas não vem ao caso. Plantado, o pé de manjericão precisava de um nome (não sei por que chegamos a essa conclusão) e o batizamos por Arnolfo. O pé cresceu, ocupou toda a jardineira, mudas foram tiradas dele e colocadas em uma terceira jardineira. Ele se reproduziu também em outros vasos, em outras moradas, em outros molhos. Não sei qual fim ele teve, não sei se dá para dizer que ele teve um fim, mas afirmo que, no período em que esteve diante dos meus olhos, foi Arnalfo, o Grande pé de manjericão.




Nenhum comentário: