terça-feira, 28 de abril de 2015

Orrecla Mão.


Lapa de baixo, depósito de doces, salgadinhos e bebidas comercializados a preços populares. O forró que toca no bar ao lado entra estridente pelas portas abertas e faz vibrar os pacotes de biscoito de polvilho na prateleira lateral. Bz bz bz. Entre potes de paçocas e caixas de pirulitos está o balcão do caixa em que se paga os produtos que se deseja adquirir ali. Nas minhas mãos uma garrafa com refresco líquido e um pacote com cinquenta gramas de amendoins, torrados e salgados. A pistola plástica de laser vermelho na mão da moça atrás do balcão indicou, conforme mostrado no monitor ao seu lado, que em troca desta refeição saudável devo entregar a ela cinco reais, o que faço sem haver necessidade de troco.
-Saco? - ela pergunta.
-Brigado moça, de saco já basta minha vida.


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