quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ensaio sobre a lógica cotidiana retilínea e cética.


Fui ao mercado fazer uma compra esporádica para consumo no dia atual e no seguinte. Perambulava sem pretensões pelo setor dito 'verde' ou 'feirinha'. Sobre uma espécie de mesa havia uma série de bandejas de isopor branco com carambolas cobertas com um plástico filme transparente. Em cima do filme transparente uma etiqueta de papel com um código de barras e o valor numérico do preço daquela bandeja com carambolas. Eu gosto de carambolas. Embora carambolas não estivessem na lista da compra esporádica juntei uma das bandejas ao restante da compra no cestinho de alumínio que eu empunhava. Cheguei em casa e disse para o meu pai que havia comprado carambolas. Ele me disse que não sabe comprar carambolas e perguntou como se faz para comprar carambolas: “você vai ao mercado, descobre onde estão as carambolas, pega uma bandeja, coloca no cestinho, leva no caixa, paga por elas, coloca na mochila e leva para casa”, lhe expliquei.




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