segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sempa Ixão.


Esses dias eu estava no carro com os rapazes, e comecei a reclamar. Quer dizer, fez um silêncio nos assuntos e eu comecei a comentar reclamar que eu sentia falta de paixão na vida. Naquela tarde entre estradas eu estava bebendo, e não vou negar que a mistura caía mal por ali. Até cheguei a citar aquela música do Colligere, pra ilustrar a ideia: "onde buscarei paixão, pra conceber novas ideias?". Onde encontrarei novas ideias pra conceber paixão? Aliás, era sobre essa linha do processo que eu reclamava, a que leva a falta da paixão, mesmo com todas as tintas para tal nas mãos. E dizia: "não aguento viver assim". A verdade, falei pros rapazes, foi que quando ela disse "depois daquele dia eu percebi que você ocupa outro patamar na minha vida" eu me assustei apavorei, e pensei: "caramba, como ando sem paixão, um troço desses me apavorar". Depois de sair do carro com os rapazes e ter uma hora e meia de silêncio, ali, só comigo, houve também outro pensamento, mas esse não interessa pra essa prosa. Na verdade, eu gosto de estar no carro com os rapazes, sempre chegamos a umas resoluções bacanas. Seja sobre manteiga, seja sobre políticas, seja sobre paixões - ou falta de ambos.




Nenhum comentário: