sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Orre Torno.


Quando me dei conta, o ônibus estava fazendo aquelas curvas todas, era a parte do trajeto em que é difícil de se segurar. Atrás de mim uma moça quase caiu, e deu risada em seguida, se agarrando à barra amarela. À minha esquerda o espelho d'água, à direita o campo gramado, adiante mais curvas. Não senti raiva ou asco, apenas uma indiferença bem indiferente. Quando percebi que era eu ali, empurrando aquelas curvas com a barriga, o repetitivo suspiro tornou à boca de maneira inevitável: "ainda falta muito?".


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