segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Licor de Jabuticaba.


Eu nunca havia provado uma bebida tão doce, com a leve presença do álcool refinando todo o sabor. Estava gelada, o que também trazia refrescancia à situação. Era um licor de jabuticaba, produzido artesanalmente na edícula de um sítio nos confins de uma cidade paulista próxima à divisa com o estado do Paraná. Estava guardado na geladeira aguardando um bom momento para ser degustado. Não sei dizer ao certo por que decidiu que aquela noite era o momento correto para tomar(mos) aquela iguaria. O líquido era preto, quando colocado no copo e olhado contra a luz, ganhava um tom roxo e levemente translúcido. Eu sou um desastre, e em um movimento brusco (e burro) de braços, esbarrei em um dos copos e o derrubei na mesa, fazendo com que o líquido preto fosse de encontro ao chão. No caminho entre copo e chão, parte dele se encontrou com suas pernas brancas (semi-vestidas por um belo mini short jeans) as deixando com uma mancha transparente, mas acinzentada. Você protestou: "que merda Gabriel, agora minhas pernas estão totalmente meladas!". Mais tarde, após um banho para desmelar as pernas, atiramos seguidas vezes a garrafa vazia em um outdoor com propaganda de motel, até que ela voltasse à rua sob a forma de pequenos cacos de vidro.


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