domingo, 22 de fevereiro de 2015

Com Panhe Irismo.


Era uma tarde de sábado chatamente quente. Nos aproveitamos daquela chatice toda para rechear uma daquelas sacolinhas térmicas com latas semi quentes. Um saco de gelo no mercado, trinta minutos de paciência sob o sol e "schtlac", "schtlac": as latas gelaram. Batendo de frente com a chatice daquele dia, tinha música, tinha pintorxs, tinha atores, atrizes, dançarin@s. No meio daquele belo fuzuê todo, teve um cara que veio com um daqueles papos repletos de machismos. Falava um monte de coisas, sobre ser importante para o homem ter uma mulher ao lado, atrás e a frente. Por que o homem sem uma mulher se perde plenamente na vida, valorize muito isso. Se a gente passar uma vassoura nas palavras que ele colocou no chão, depois passar um rodo com água e desinfetante, dá pra pensar algo bacana. Mas tem que esfregar bastante. Pois acontece que, no fim das contas, sempre tendo a ver xs parceir@s de modo a matizá-lxs como verdeir@s inimig*s, tornando todo Com Panhe Irismo em uma tarde quente de sábado sem latas, gelos ou artes.


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