terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O ano do peixe.


Era de manhã, bem cedinho, e decidi me sentar sozinho rente a lateral do rio que corta o camping. É o meu último amanhecer por aqui, e decidi que, naqueles instantes, além de me despedir deste espaço, iria pensar na vida (esse exercício por vezes penoso, por vezes conflituoso). O lugar tinha um cheiro agradável para tal.
No entanto, não precisei observar o movimento da água na direção do mar por muito tempo pra encerrar o exercício, com um simples e ameno pensamento dito em voz baixinha para mim mesmo: "não tenho muito o que pensar na vida agora, assinei documentos em 2014, frutos dos planos de 2013, que só vencem em 2016, e o negocio pra agora, 2015, é só fazer o que tenho por vida para esse período, pensando na vida, sempre, mas tentando me manter focado em só fazer mesmo o que tem de ser feito".
Um peixe pulou para fora do rio (falo sério, não é metáfora), se debateu um pouco na areia e conseguiu escorregar de volta para a água. 
Encerrei a despedida ao rio e o momento de 'pensar-não-pensar' na vida de maneira sucinta: "volta e meia eu encontro um curso de rio pra nadar um pouco, não posso me queixar".

Esta iniciado 2015, o "ano do peixe", terceiro estágio na linha de planejar, começar, fazer e terminar.
Calcei os chinelos e caminhei até o banheiro.



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