quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Eu odeio quando alguém conversa comigo assim.


O interessante é que tem uma barreira (que sei lá quem pôs) bem no meio do assunto, e ai ela o fragmenta bem bem bem. Em geral as pessoas acatam a fragmentação dizendo que o que tem de um lado pode e do outro lado não pode; tem uma rapaziada, mais radical, que ignora a fragmentação do assunto e pensa apenas que pode tudo ué; e tem um pessoal que faz nascer da fragmentação outras mais, por exemplo, esse pode, aquele não pode, esse outro pode um pouco e esse aqui só de vez em quando. Enfim, o assunto é fragmentado em assuntos e classificado em uma regulação especulativa restritiva. O interessante é que muitas coisas 'fazem mais mal' (em termos biológicos) do que outras, e muitas vezes as pessoas que dividem em 'pode' e 'não pode' acabam escolhendo uma coisa que faz bem mal como uma das coisas que pode e dizendo que escolheu por que a outra 'faz mal', e ela é que não pode. Por exemplo, o pessoal que fragmenta o assunto em várias partes, se fragmentasse em 5, por exemplo, 2 poderiam (até todo dia), 1 não poderia (de jeito ou maneira) e 2 poderia mas só de vez em quando (duas vezes por ano). Mas ai a pessoa dividiu em dois, um pode o outro não com justificativa de que 'o outro faz mal', mas na verdade é o dela que 'faz mal' (considerando suas preocupações e justificativas biológico-fisiológico). Bom, desse arranjo todo o que se tira? Às vezes você esta com uma barreira nas ideias te embaralhando o modo de ver as coisas e pode estar deixando poder coisas que para você mesmo você não poderia poder enquanto está dizendo que não pode coisas que pra você poderia pois você parece que não entende que, sim, eu posso isso. 
Eu odeio quando alguém conversa comigo assim. Prefiro quando oferecem mostarda.


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