segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

b.a.n.a.n.ã.o.


Breve relato de José Gomes Neto - XXVIII:

"Sentado na poltrona, na verdade, corpo largado-esparramado no compensado de espumas esponjosas já envelhecidas. O chão era aquele marrom escuro meio esverdeado feito pra ser anti sujeira que sempre achei feio. Quando ela apareceu falou pra eu abrir a boca e levantar a língua. Lembro que virei banana bem doce depois disso. Virei um punhado largado de sal. Virei uma bala perdida no ar. Virei uma panqueca bem recheada. Virei tanta coisa, que eu jamais havia imaginado que viraria - e olha que já havia estado largado naquele chão feio antes, inclusive, todo bananão".

José Gomes Neto,
18 de Abril de 2010,
Banana sem aveia.


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