sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Incon Sequência.


Às vezes eu tomo atitudes que tem o ar perfumado e requintado das inconsequências. Como naquele dia em que, no começo da noite, eu topei comer um troço que eu sabia que cairia mal. Não é de hoje, tenho os aparelhos digestório e digestivo embaraçados com a vida. O estômago arruinado, os intestinos destroçados (eu acho). Mas comemos o troço, e fez mal, claro. E teve mais. Claro, bom é quando tem mais. Naquela noite eu falei 'não, não, não, não pode; haverá consequências negativas, complicadas, embaços diversos'. Naquela noite o botão da inconsequência estava virado no on. Até que chega esse tal "hoje" - embora haja quem diga que ele não existe, que há só ontem e amanhã. Eu vou tirar a camiseta pra talvezquemsabeaconteça de dormirtãojá, e sinto mais perfume requintado registrado em seu tecido e penso: "caramba, jamais havia imaginado que inconsequência nisso daria".


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