quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Queria ter levado aquele soco.


Se levantou de onde estava sentado, pois lhe soava estranho e sem sentido demais ouvir absurdos sendo ditos por alguém que estava em pé. Diria que era quase covarde (aquele que estava em pé), mas vou guardar esse adjetivo para mais adiante no texto.
É importante ter opiniões, e também lembrar que opinião não é tudo. Mas, na minha leitura dos fatos, e de muitas e muitos outras e outros, com suas opiniões, a babaquice reinaria absoluta entre os ali envolvidos.
Se levantou, e ao questionar os argumentos que eram ditos foi acusado de algum outro crime, e lançou outra acusação como réplica (havia muitas acusações e crimes cretinos entre ambos) e essa troca foi se mantendo, até o argumento alheio se mostrar totalmente furado e o porta voz deste ter se revelado a plena covardia (eu disse que empregaria o adjetivo), verbal e física.
Mas tinha um terceiro por ali, que segurou o braço e evitou o consumar da covardia física, que se daria por meio de um soco. Pegaria na lateral esquerda da face, em cheio. E, olha, sabe que queria ter levado aquele soco? Não iria reagir, talvez levasse mais um ou outro - o que, em sua matemática débil, seria bom também.
Claro, na hora da porrada ia doer, mas ia poupar tanta dor de cabeça que aconteceu depois e, mais ainda, encerraria qualquer tipo de argumento que ouviria nos anos seguintes, sobre exagerar ou fantasiar ou procurar pelo em ovo ou ser o calculista das matemáticas débeis mesmo. 
"Um soco vale mais do que mil canalhices", pensou.
Aquele soco na cara (podemos contar a intenção, Seu Árbitro?) encerra(ria) qualquer assunto, nos poupa(ria) deste texto, pode(ria) dizer: "porra, mas eu levei um soco na cara!", e etc. 
Mas não, tinha a mão do terceiro.


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