terça-feira, 1 de julho de 2014

Enigmas sem entendimentos.


[ou: "projeções enigmáticas a partir de cenas bonitas na cabeça de um cara com problemas pra entender"].

Sentado em qualquer cadeira da cozinha, ou mesmo no conforto de qualquer um dos confortáveis sofás da sala, eu gostava de observar. Observar e ouvir. A voz fininha, o fino trato e os gracejos com que lidava com aquele ser humano em expansão. Anotações no papel da geladeira, risos convidativos a se dizer as verdades. Até as frases impetuosas iniciadas com "não" possuíam certa calma, e conduziam mais ao questionamento de uma solução do que à arbitrariedade de uma imposição. De dentro do carro observei também o fino trato para arrumar detalhes finais, para que cabelos estivessem arrumados para a festinha. Toda busca era repleta de perguntas instigantes, querendo saber do que havia gostado, do que havia não gostado. Todo contato era repleto de carinho. E eu via nisso tudo, uma ser humana tão altiva e sorridente, feliz e bacana. Penso, quando ainda me lembro: como não lembrar e pensar e, ah?



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