domingo, 6 de julho de 2014

domingos e DomingoS.


Acordei, rolei uns quinze minutos, desliguei o despertador do celular (não sei por qual motivo planejei despertador prum domingo), vi nele as notificações da madrugada e começo da manhã, rolei mais cinco minutos, calcei meus chinelos, abri a porta do quarto, entrei no banheiro, urinei, lavei o rosto, escovei os dentes, sai do banheiro, fui à cozinha, tomei o remédio para o estômago, voltei pro quarto, tornei a deitar, "apaga a luz do sol", resmunguei pro cobertor.
Um som estridente e débil acompanhou o requentar de um pão por desjejum.




Acordava, me certificava de que estava vivo, de que estava viva, via as horas ("droga, o mercado já fechou"), sentia o corpo, tinha dor de cabeça e/ou sede e/ou fome e/ou enjoo e/ou outras dores, abraçava, rolava, levantava, tropeçava nas roupas, a porta estava aberta, ia pro banheiro, urinava, lavava o rosto, escovava os dentes, voltava pro quarto, desabava, abraçava, rolava mais, levantava, sorria, "não importa sol", bradava aos cantos daquele quarto-testemunha.
Um sonzinho calmo e tranquilo acompanhava a elaboração de qualquer almoço.





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