segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Dança dos Dias em Marília/SP.


Fazia já um tempo que eu havia sugerido pro Andrey de fazermos um rolê com o Dance of Days no Cão Pererê, em Marília. Ano passado bateu na trave, esse ano deu certo. Valeu chefe!
À distância (uma vez que, por ora, apenas meu espírito mais desejoso e minhas lembranças mais corriqueiras habitam em Marília) dei uma força aqui e outra acolá pra que rolasse o show. 

A noite foi construída de um modo bem interessante: começou com o Partido dos Poetas Pobres (banda da casa) e seu som único, tão cheio de coisa boa, de referências e timbres gostosos, o pessoal que não conhecia (das outras cidades) conheceu e curtiu. Depois veio o pessoal do Overtrip e mandou um monte de cover da história do hard core. 
Veio então uma boa nova: o pessoal da Dirijo, de Campinas. Estava já em contato com o guitarrista deles há um tempo, o Tuco, já tinha ouvido o som aqui (é sério, ouçam!), mas ver e ouvir ao vivo é outra coisa. Que banda gostosa de ouvir, uma sonoridade ímpar, os instrumentos todos bem encadeados, como que conversando tranquilamente, e, me perdoem rapazes, mas puxarei a sardinha do batera: um baterista sensacional, daqueles que eu fico olhando com atenção, por que o sujeito parece um polvo tocando bateria com seus oito tentáculos. 

Ai chegou o momento de viver algo muito bacana: um show do Dance no local que tenho por sala de casa com meus queridos e queridas: o pessoal que me faz uma falta desgraçada em meu dia a dia em São Paulo.
Cantar junto, andar de um lado pro outro, dar chilique em meio de roda. Todas essas coisas que sempre acontecem em um show do Dance em que vou, foram diferentes: eu estava em casa pô!
E todas as coisas que eu sempre faço nesta casa - dançar, me encantar, rir - foram diferentes do que costumam ser: pois era um show do Dance pô!
O show em si foi sensacional: uma hora direta de som, pessoal de várias cidades da região, clássicos e sons novos da banda desfilando pelos ouvidos do pessoal e cobrindo as paredes da casa com um quê de 'noite histórica', a ser lembrada por anos.
Agora é ficar de olho, pra que não demore outros 12 anos pro Dance voltar a Marília - e, vendo a receptividade, disposição e empolgação dos presentes, tenho certeza que demorará bem menos tempo para voltarem.


***

Não posso deixar de agradecer especialmente aqui ao Matheus Saldanha, que abrigou o pessoal da Dirijo em sua casa, valeu mesmo! A Mariângela, que forneceu gás, arroz, sofá e banquinhos pro pessoal do Dance almoçar no domingo. E ao pessoal da Dirijo, com quem realizei uma agradabilíssima viagem de Marília até Campinas, antes de aterrizar de volta em minha realidade paulistana.
Pessoas e noites assim me fazem crer que ainda faz sentido fazer esse tipo de coisa: show, rolê; viver, sem medo de cair do mosh e rachar a cabeça - literal ou metaforicamente.


[Partido dos Poetas Pobres - Marília/SP]

[Overtrip - Bauru/SP].

[Dirijo - Campinas/SP].

[Dance of Days - São Paulo/SP].

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