segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Prenuncios e Posfácios - Quatro.


Vocês se lembram daquele clip do Blind Melon, da música No Rain? Aquele da garotinha sapateadora vestida de abelha, que passa o vídeo inteiro sendo alvo de risos das pessoas, e que alcança certa redenção quando se encontra com uma "comunidade" de pessoas vestidas de abelhas e dançando freneticamente. Se não lembram, tem o clip aqui para vocês verem - se não quiserem ver, creio que a descrição que fiz basta para ilustrar o que quero lhes dizer hoje.

Quando fiquei sabendo que viria para Marília fazer Ciências Sociais, na minha cabeça, minha vida passaria a ser como a da garotinha quando se encontra com as demais pessoas fantasiadas de abelhas: encontraria dezenas, talvez centenas, de pessoas "iguais a mim", com quem eu viveria da forma mais harmoniosa e amena que fosse possível.
Cheguei em Marília conhecendo uma única pessoa, e isso já era bem mais do que a grande maioria dos colegas: eramos, em geral, um bando de desconhecidos que não conhecia ninguém, cheios de vontades de nos tornarmos conhecidos, de sermos amigos, de termos boas companhias para aquilo que era o início de uma nova fase na vida de muitos: morar sozinho, sair da casa dos pais, fazer uma faculdade. 
Lembro com tanto carinho daquelas primeiras semanas do ano letivo de 2008 (o começo da faculdade praquela turma), quando todo mundo queria conhecer todo mundo. Lembro daqueles almoços no RU (restaurante universitário), em que o pessoal "da minha sala" ocupava a maior mesa do restaurante, e depois de comer, passávamos um bom tempo papeando do lado de fora do mesmo. 
Grupinhos se formaram, e se desfizeram. Repúblicas se criaram, e se desmontaram. Afinidades surgiram, e se esfacelaram. As relações por aqui, no meu sentir ao longo dos anos, soam tão vorazes, por vezes ásperas e complicadas, por vezes lisas e tranquilas. Mas, em geral, são intensas. 
E, talvez, por serem intensas, que recordo de tanta gente de tantos grupos distintos com quem convivi por aqui. Em seis anos algumas boas dezenas de amigos, desafetos, paixões, conhecidos, parceiros, irmãos, irmãs foram vividos.

Conheci muita gente, convivi com muita gente dentro dos muros da Unesp de Marília, nos arredores da Unesp e para além de Marília (volta e meia aparecia uma viagem acadêmica) nestes anos todos. Infelizmente, a memória é uma xícara pequena, e não cabem nela todas as pessoas - as fotos ajudam, claro, a lembrar de diversos momentos, por isso publico uma vasta seleção de imagens abaixo, que nem de perto abarca esse 'todo mundo' de que falo.
Mas uma coisa é certa: eu estava redondamente enganado ao achar que encontraria só gente igual a mim. Pelo contrário, acho que o legal de todas as galeras com quem andei por aqui, foi justamente o fato de que, muitas vezes, reinava a diferença e a diversidade entre o pessoal.
Alguns amigos ficarão, espero, que para sempre (que pelo menos role um encontro anual, como fiz neste final de semana com o Pedrinho e o Alex), os demais ficam, como ingredientes de um bolo, misturados na massa da memória e na composição da formação deste Gabriel como ser humano e social.
































Um comentário:

Kin disse...

Nhaaa... saudades de visitar aquele condomínio kardecista...rs