quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Notas cotidianas de um cara que tá se sentindo bem - Seis.


Segunda Feira, 5 de Agosto de 2013, 9 horas e 6 minutos da manhã, Rua Carlos Gomes - Centro da Cidade.

Entrei no segundo ônibus do dia, talvez por milagre, antes da hora necessária (para a qual, normalmente, estou sempre quase-atrasado).
Observava as calçadas ainda não tão cheias de pessoas, notei uma ou outra loja com as portas semi abertas, e um outro tanto de lojas ainda fechadas.
Ainda dentro do primeiro ônibus desta manhã, e já observando esse 'não movimento' pela cidade, me coloquei a pensar: "engraçado, como quando estamos dentro do ônibus e vemos pessoas na rua: nós as vemos, mas elas não nos vêem, apenas vêem um ônibus passando; não sabem que dentro dele pode ter alguém dizendo: 'ei, estou aqui dentro, olha!'".
Ironicamente, às nove hora e seis minutos desta manhã, quando meu segundo ônibus do dia passava pela Rua Carlos Gomes, acompanhei - de dentro do ônibus, sem ser notado - alguns passos de uma pessoa específica.

Passos estes que não devem ultrapassar a numeração 37 da escala numérica demarcada pelos fabricantes de calçados.
Calçados estes que pisam a calçada, servindo de base cotidiana para o caminhar da vida daqueles cabelos cor-de-sol.
Cabelos estes que servem de moldura radiante para um rosto que expõem, no seu um terço inferior, um sorriso tão superiormente belo que faz com que qualquer Rua (Carlos Gomes ou não), a qualquer hora (09 horas e 06 minutos ou não), se transforme numa passarela - uma passagem urbana - por onde desfila tão belo esplendor humano.

Mas, estando eu dentro do ônibus, ela nem me viu.


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