segunda-feira, 29 de julho de 2013

Notas cotidianas de um cara que tá se sentindo bem - Dois.


Nesta profissão/ocupação que eu escolhi seguir, que consiste em/envolve ler/pensar/ler/olhar/ler/escrever/ler/olhar, os livros ocupam um lugar central no dia a dia. De modo que, baixá-los (já que estamos no século 21), comprá-los e frequentar bibliotecas, são atos comuns e quase cotidianos.
Às vésperas de uma prova importante (daqui a menos de um mês) sai à busca de comprar os livros que não encontrei, nem para downloads, nem nas bibliotecas próximas. 
Entrei em uma livraria no centro de São Paulo, e meus olhos se chocaram com os de uma moça - sem pesar nos termos, estonteantemente linda - não possuía crachá ou uniforme ou qualquer símbolo que a identificasse como "trabalhadora da livraria", mas me sorriu um sorriso fenomenal, do qual não consegui tirar os olhos.
Me disse oi, lhe disse oi, perguntou se podia me ajudar com algo, perguntei se trabalhava lá, disse que sim, falei que precisava de uns livros, disse que poderia ver para mim se os tinha na loja - esbarrou no mouse do terminal de buscas, e sorriu um sorriso envergonhado.
"Me fala os sobrenomes dos autores; pode ser o título também; ah, esse eu já li, e sei que está esgotado".
Não tinha. Nenhum livro. Mas eu não queria ir embora dali, não queria sair do raio de visão dela. E ela começou a me fazer perguntas, e a me dar sugestões, e me indicar bibliotecas, sites, livrarias, e a querer saber para que precisava daqueles livros, qual era minha profissão/ocupação, como quem diz: "não saia do meu raio de visão".

Mas eu sai.
Mas amanhã, com certeza, precisarei buscar outros livros, minha profissão/ocupação tem disso.




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