sábado, 22 de junho de 2013

Parada/Desculpas Sinceras.


Quando viajo,
(Isto é,
Quando repito este trajeto,
Que já foi cheio de ares,
De repletas novidades,
Mas já se tornou,
"O de sempre"),
Nunca fujo,
De descer nesta parada.


O faço pelo prazer,
Da dor de lembrar,
Que fui feliz,
Quarteirões,
Quarte
irões,
Qua
rteir
ões,
Daqui.


Observo a estrada,
Carros, ônibus, caminhões,
(Obviedades quando,
Falamos de estradas),
Meus próprios pés,
Me lembram que na,
"Estrada da Vida",
Estou em idiotias,
O que me lembra,
Do idiota,
Este que sou,
(Algo como,
"O que você se tornou?").




Desço aqui por um prazer,
Sádico e típico,
Destes tempos que já são,
"Os de sempre",
De olhar em voltar,
E me dizer:
"Quanta coisa,
Já destruí?".



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