quarta-feira, 10 de abril de 2013

Três Curtas Sobre Religião - III.


Desci do ônibus, caminhei por dois quarteirões, entrei à esquerda e caminhei por mais dois quarteirões. Passei por uma grande praça, com campo de areia para Futebol e Vôlei, academia ao ar livre, bancos, rampas para skatistas, lixeiras simpáticas etc. Caminhei mais três curtos quarteirões e cheguei onde deveria ir.
Subi a escada de entrada e já visualizei um balcão (onde, pensei, pediria informações). Antes de avistar qualquer ser humano atrás do mesmo, meus olhos alcançaram uma imagem de gesso de São Cosme e Damião, repousada sobre o balcão.
Enfim encontrei o ser humano que trabalhava atrás do balcão - e de São Cosme e Damião - uma moça extremamente solícita. Notei também, atrás da moça, colado na parede lateral, um papel com uma frase que começava com: "aquele que no Filho crê, tem proteção onde quer que vá...".
Recebi as primeiras informações de que necessitava, sendo uma delas - dita pela moça solícita - que o que eu devia fazer lá demoraria um pouco. Perguntei pelo banheiro: "segunda porta entrando nesse corredor aqui à sua esquerda".
Antes mesmo de chegar na esquerda, para adentrar no corredor e ir a toilette, notei que acima de minha cabeça, preso em uma viga, reinava - todo imponente e pomposo - um grande crucifixo, construído com técnicas mistas: a cruz era de madeira, e Jesus de um material que me pareceu ser de gesso.
Fui ao banheiro, e enquanto secava as mãos, pensei: "caramba, me sinto numa Igreja, mas estou mesmo em uma Escola Pública".




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