segunda-feira, 4 de março de 2013

Grito Rock Marília 2013.

"O Grito Rock 2013 irá abranger mais de 300 cidades", foi a informação que começou a circular no segundo semestre de 2012 entre as bandas, coletivos e demais envolvidos com o Fora do Eixo. "Marília estará de fora", foi a ficha que nos caiu lá por Dezembro. Felizmente, o cenário mudou a tempo.

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No início de Fevereiro Marília se tornou mais uma cidade nesta lista megalomaníaca de cidades que realizariam este Festival. Em cima da hora dissemos: "dá pra fazermos, algo simples, mas dá". O Cão Pererê (sempre o Cão!) foi o protagonista, foi quem puxou as bandas e artistas, foi onde se realizou as reuniões e o Festival em si.
12 bandas (cerca de 50 músicos) , 3 ilustradores, 2 DJ's, 2 VJ's, 4 trabalhadores no bar e 1 "produtor", construíram um Festival de três noites, que - não é equivocado nem exagerado dizer - movimentou a vida da cidade: a rua, o piso do bar e o piso do palco lotados sexta, sábado e domingo não deixam mentir.
Em 3 reuniões realizadas em 3 sábados (quentes) à tarde, em 3 idas a Secretaria da Cultura (uma levemente empolgante, outras 2 frustrantes), em muitas trocas de mensagem pelo Facebook, algumas ligações e com divulgação feita apenas virtualmente e pelas bandas (não teve jornal, não teve mídia externa), construímos este Festival. 
Sem verba de edital público, sem apoio algum de Secretaria Municipal nenhuma, sem patrocínio privado algum, enfim, sem dinheiro, fizemos 3 noites de música autoral, desenhos livres e projeções hipnotizantes. 
Também não será equivocado (e nem exagerado) dizer que, com todas essas características elencadas acima, "botamos a cidade pra dançar, bater cabeça e se divertir".

E ai, mais importante do que termos tido tempo de situar Marília no hall destas mais de 300 cidades que realizaram o Festival, situamos Marília em si mesma: mostramos (e vimos) que existe potencial para as bandas de som autoral trabalharem juntas - na horizontal, em igualdade, sem necessidade de pseudo organizações ditando regras organizacionais.
Se o projeto "A Banda", desenvolvido no 2º semestre de 2012, foi um "ponto zero" no início de uma nova forma de fomentar e incentivar a "música autoral" em Marília, acredito que agora seguimos os passos dele, e caminhamos um pouco mais a frente.
Se plantar uma semente rende frutos, creio que este Grito Rock foi o nascer da árvore.


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A tod@s que montaram e fizeram acontecer o rolê, o meu salve de que foi muito bom trampar com vocês, e que isso é só um começo.
A tod@s que foram no rolê, digam-nos o que acharam, o que curtiram, o que não curtiram etc e, afirmo sem medo: outros virão.
A tod@s que não foram - seja por ainda terem o pé atrás de sair de casa pra ver "som próprio", seja por picuinhas etc - repito: isso é só um começo.

Foi um privilégio poder construir, tocar e fotografar isso tudo.





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