terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Intrusa no Panetone.

Certa vez, já faz muitos anos (mas acho que ainda não completou uma década), em uma roda de conversa sem assunto, começamos a falar sobre panetones. Creio, por lógica, que se tratava de algum Dezembro. A lógica se faz mais lógica quando considero o local e os sujeitos envolvidos na conversa - uma rua do Planalto Paulista, com um vendedor de churros e meus amigos deste bairro - eu estava em férias escolares, o que ocorria, sobretudo, entre Dezembro e Janeiro, período de "boas festas" e de Panetones.
Talvez o assunto tenha se iniciado pois alguém havia dito que tinha acesso a deliciosos panetones caseiros; talvez tenha se iniciado em decorrência de algum outro assunto. Na verdade não consigo imaginar que tipo de conversa desembocaria na temática "panetones".
Enfim.

Recordo-me que um dos sujeitos da conversa tomou a palavra para relatar um caso que passeava entre o nojento/crocante e o curioso/repugnante. Ele havia comprado um panetone de determinada marca, e notou, ao cortar aquele pão arredondado, que no meio daquela massa assada havia algo além das frutas cristalizadas: havia uma barata morta.
Imediatamente tirou fotos do inseto intruso, entrou em contato com a empresa e ameaçou expor o caso à imprensa e entrar na justiça para abertura de processo, uma vez que - em nossa cultura ocidental - a barata é um dos animais que, talvez ao lado do rato, seja o mais relacionado à sujeira, à lixo, à esgoto, à falta de higiene - vide este grande filme.
No fechamento da história, disse que um dos advogados da empresa entrou em contato com ele para que realizassem um acordo, evitando processos e exposições públicas da imagem desta. Não me recordo precisamente qual acordo fora selado, se a memória não me engana, foi algo como receber  grandes cestas de alimentos da empresa mensalmente durante anos.

E tenho cá meus motivos pra ter me lembrado disso justamente hoje.


2 comentários:

Kill disse...

O cara encontra uma barata no panetone e aceita receber produtos da mesma empresa. Que guerreiro!

Gabriel Coiso disse...

Recordo-me dele dizendo também: "chegava os produtos em casa e antes de comer eu ficava olhando em volta, dentro. E nunca mais comprei nada dessa marca".