domingo, 2 de dezembro de 2012

Isopor/Maionese.

É rapaz, o isopor é inflamável. Me parece que é feito de plástico, ou material semelhante. Não vou abrir o wikipedia para pesquisar isso agora, e colocar aqui - com ares de "este escritor tem certeza" - qual a origem ou matéria prima ou principal elemento de composição do isopor.
Não sei. Sei que isopor é inflamável.
E isso, de verdade, bastou para o momento em que o isopor pegou fogo. Na verdade não pegou fogo, não se tornou uma alta chama, com diversos tons de vermelho e amarelo, criando laranjas ofuscantes. Só  se derreteu, em um formato circular, e depois, um pouco mais ao lado, outra leve derretida em formato circular.
Se a fonte do calor tivesse permanecido por ali, com certeza o isopor teria queimado mais. Ou apenas derretido mais. Ou apenas chamuscado. Não sei o que poderia ter ocorrido, e como não tinha o wikipedia para abrir no momento, achei por bem isolar a fonte de fogo da base do isopor.

"Tem maionese, no outro pote de isopor", disse a minha cabeça. 
Peguei a embalagem com o resto desta mistura, que me parece ser feita de laticínios e ovos, e temperos outros, ou, enfim: não sei do que é feita a maionese, e não importa.
Um pouco da mistura de ingredientes que desconheço foi despejada sobre a superfície semi-queimada composta por matérias que não sei quais, e o foco de calor foi, então, repousado sobre a primeira - a maionese - e apagou por completo, sem danificar o segundo - o isopor.

Deixados de lado - o isopor, a maionese, e a fonte de calores - com extrema propriedade, sem necessidade de wikipedia ou quaisquer veículos e meios de rápida e pobre pesquisa, posso dizer sem sombra de dúvida: como inflamamos.


"Século XXI pegando fogo, e a gente apagando cigarro em montinho de maionese".

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