segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Lembrança pouco após a meia noite.


Como já disse em 2011, o natal me vale por estar junto com toda a minha família, não somos cristãos fervorosos nem nada do gênero. Porém, sempre nos reunimos (não com o time completo) no dia 24 para uma intensa janta/ceia, e quando os fogos indicam a meia noite sempre alguém estoura um champagne.
Não sei ao certo a razão disso: creio que na época de jesus nem haviam champagnes assim.
Este ano, seguimos o hábito: peguei as taças no alto do armário, minha tia trouxe o espumante da geladeira, o champagne fora estourado, colocado nas taças, brindamos a nós mesmos e bebemos um pouco cada um.
Foi quando me sentei à mesa, e comecei a brincar com o objeto da foto (o arame que prende a rolha na garrafa), que uma forte lembrança me veio à mente.

Foi em algum natal entre 94 e 96 (no máximo 97). Quando estávamos indo da minha casa para a casa de meus avós - ponto de encontro da família - ganhei de algum dos vizinhos uma caixa com carrinhos de metal, carrinhos pequenos e simples, com os quais brinquei durante anos. 
Lembro que haviam carrinhos temáticos: um de corrida, um fusquinha, um caminhão de bombeiros e um guincho. Este último veio com um defeito: não possuía gancho em sua traseira. 
Já passava da meia noite, e não me recordo se mostrei para o meu vô que o guincho não tinha gancho ou se foi ele mesmo quem viu. O que me recordo (e que me lembrei hoje, pouco após a meia noite) foi do meu vô pegando o arame da garrafa de champagne estourada naquela noite e, com auxílio de uma tesoura, moldando um pequeno gancho e o prendendo na traseira do guincho.
Que doce lembrança, pouco após a meia noite.

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