domingo, 23 de dezembro de 2012

Breve nota apoiado na entrada do Conjunto Nacional.

Não sei se é correto dizer que me tornei visceralmente interiorano, ou preconceituosamente "caipira". Fato é que não consigo mais perambular por São Paulo sem arregalar os olhos, demonstrando e expondo minha perplexidade ante a constatação sobre como São Paulo é hostil.

Para além da breve nota:

O motorista da lotação que me levou até o metrô dirigia o veículo com uma voracidade descabida, não desviava de buracos e parecia não se lembrar que estava conduzindo humanos, ao insistir em freiadas dignas de fórmula um. 
O metrô não estava cheio, é verdade, foi enchendo aos poucos, e a grande maioria das pessoas desceu na mesma estação que eu, por conta dos festejos públicos do natal. Apesar de se tratar de festa e de lazer, a hostilidade paulistana rebatia novamente em mim, com tantas pessoas andando com pressa, com seus corpos se trombando e pedidos de desculpas sendo negados com olhares carrancudos e, não bastasse, tantos pisões em meus pés doloridos.
Após o chorinho (uma ilha de amor, em meio a tanta brutalidade), veio a espera sozinho, o atraso alheio, a bunda doendo no degrau duro da frente do bar que enchia, de pessoas que brigavam com o cara que usou droga demais, que xingavam o senhor que vendia cervejas na calçada...
É muita hostilidade, como pode?


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