sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Ferro e Fogo.

Não conheço a origem dessa expressão, e (como tem sido recorrente nestes textos aqui publicados) nem me interesso por saber: a origem, a história, o porque; quero mais é que explodam. Quero mesmo é falar sobre o que estou sentindo, e ai, me valer do que apreendi da expressão é o mínimo suficiente para extrair o máximo necessário da situação de parar para escrever: expressar o que sinto.

Ferro:
Meu bem, a gente sabe que elevador é feito de ferro. Tem uma porrada de coisa lá que tem ferro: cabos de aço, porta rígida, botões macios etc. A gente sabe que aquela coisa que bombeia sangue e tudo o mais, é repleta de válvulas (que não são feitas de ferro); e sabemos também que o que ela joga pra cima e pra baixo e faz rodar o corpo todo, também é feito de ferro: o sangue, sim, aquele que ferve (e que não é "suco de laranja nas veias" ou mesmo que "não é de barata").
Meu bem, pra que tanto ferro? Tanta lança pontuda afiada? Tanta armadura.


Fogo:
Na verdade, e serei sincero aqui, eu prefiro doce. Ou, para ser mais coerente com a sinceridade (o que implica em ser mais sincero) eu prefiro quando pega fogo. Fogo é combustão, é junção: o fogo não se cria sozinho, é necessário reagente e ação (ou ação e reagente, não sei a ordem). Fogo se cria no inferno, e também na calmaria. Sem fogo pode se criar um inferno. Sendo fogo pode se criar um inferno. Sendo um inferno pode se criar o pejorativo, fogo - "é fogo!".
Meu bem, pra que tanto fogo? Tanta queimadura de 3º grau? Tanto incêndio.


Sobre as fotos: Ferro, é em uma construção; Fogo, é em um cemitério.


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