quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Você age de má fé, seu bosta.

Já faz algum tempo venho observando formas cotidianas de se postar ante as repetições da vida. Mais do que isso, venho observando formas repetitivamente xaropes de se postar de forma cotidiana ante a vida coletiva. Não, não vou resmungar sobre o que já resmunguei no último domingo.
Há quem diga em momentos difíceis, como de problemas de saúde graves em algum parente, que "agora toda fé é válida", falando de religião, em si. Por outro lado, há também quem diga que nenhuma fé é válida, pois movem sentimentos e ações deploráveis, como guerras e ofensas rotineiras às outras fés.
Pouco me importa a religião, me interessa agora acusar, independente de deus ou de versão do testamento.

Primeiro de tudo, faz-se necessário repetir: seu bosta. 
E, sim, você é um bosta. Não me venha com o papo de que é esquecido e de que é distraído, sabemos que não é verdade, você é bem espertinho - embora muito burro em alguns aspectos - para dizer que "deixou de lembrar" de alguma coisa.
Segundo de tudo, faz-se necessário repetir: você age de má fé. 
E sabemos que age, pois deixa de lado o que não convém, e só te convém o que é teu, o que pode lhe render frutos. Aliás, corrijo: te interessa o que é dos outros, até que você sugue a última gota, o último pedaço, a última possibilidade, depois, você esquece, seu bosta.
Terceiro de tudo, faz-se necessário enfatizar: você age de má fé, seu bosta. 
E é por ter esse tipo de ação, tão nítida em seus passos cotidianos e tão perceptível nas repetições diárias, que digo com extrema certeza: você é o maior prejuízo que já passou pela minha vida.

Seu bosta.


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