segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Serei eternamente encantado por você.

Não sei dizer ao certo quando te conheci. 
Honestamente, não me recordo da primeira vez em que nos vimos. Tampouco, não tenho lembranças da primeira vez em que entrei em sua casa, e, menos ainda, não tenho ideia de quais foram as primeiras palavras que trocamos.
Também não me lembro da primeira vez em que comi alguma comida preparada por você, e nem da primeira vez em que rimos juntos ou que te fiz rir falando qualquer bobeira.
Talvez você se lembre disso tudo.
Passados tantos anos e vividos tantos momentos, creio que todos estes debutes que listei acima se tornam pequenos, mas não dispensáveis: são os pontos iniciais desta linha que me felicita tanto por viver na vida.
Não me recordo da primeira vez em que entrei na tua casa, mas me recordo de infinitas vezes em que passei pelas portas das tuas moradas, e você me aguardava nelas sorrindo (ou cochilando com um livro no colo). Aliás, não é incomum que eu me recorde do teu riso suave me observando entrar em sua casa e perguntando, após uma breve risada: "chegou bem?".
Pra não dizer que não me recordo de nenhum debute junto de ti, lembro-me da nossa primeira partida de buraco, naquela larga mesa, em que tantas vezes almoçamos, jantamos, tomamos lanches e certa vez você limpou a colher do sorvete em meu copo de suco.
Fato é que recordo-me de muita coisa, e sempre me recordarei.
São tantos momentos, antigos e recentes, tantos sorrisos e longas conversas - e me lembro também de choros e silêncios - que me fazem, sempre que lhe encontro, passar alguns bons instantes paralisado, olhando somente para você, e pensando (ou sentido) como sou e serei eternamente encantado por você, Vó.




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