quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O 2º maior prejuízo que já passou pela minha vida.

Há algumas semanas escrevi sobre um bosta que "age de má fé", e, de fato, ele age. Seu bosta. No final deste texto, indiquei que "você é o maior prejuízo que já passou pela minha vida". Talvez o maior que já passou por minha vida toda, até agora, seja um exagero. Pensando bem, se considerar os últimos 355 dias desta vida, talvez não esteja sendo tão equivocado/exagerado/injusto.
Na caminhada até o almoço, fomos conversando sobre os futuros. Na volta para casa, caminhei conversando comigo mesmo sobre os passados. Aliás, verdade seja dita, não é de hoje que pensar no que fiz (nos passados) e no que farei (nos futuros) tem transbordado minha mente, e não tem sido por falta do que fazer (nos presentes).
Cheguei à conclusão de que o citado bosta, apenas se faz assim, em razão do segundo maior prejuízo que já passou pela minha vida (tudo bem, nos últimos 355 dias). Recorro, novamente, ao "aliás": uma vez que ele (o prejuízo) não passou, mas sim foi posicionado por mim nesta vida, nestes dias, de formas bem específicas. 
Alguns, mais espertos, pularam fora enquanto era tempo; outros, talvez menos espertos, mais esperançosos, mais ingênuos, menos toscos, foram ficando e agregando e somando e indo e vindo e formando este caldo  de um monte de coisas por fazer/pagar/arcar. 
No fim das contas, restou só um sopão ralo, pois às vezes demoramos para perceber que, como diz a música do Pearl Jam, "this is not for you". Infelizmente, isso não é para nós.
Foi então que percebi que todas as mudanças foram em vão: faltou-me foco. 
E entre todas as guinadas que fui construindo neste ano (que já se anuncia como "próximo do fim") observo, com clareza de detalhes e de momentos, como talhei - pouco a pouco - o segundo maior prejuízo que já passou pela minha vida.





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