domingo, 11 de novembro de 2012

Diálogo à luz do som.

"Mas cara, é só Zoom 505, talvez Zoom 505-II";

"É, a variação é pouca, a criatividade é nula";

"Sim, é disso que eu falo";

"Cê tem que entender, é assim que funciona: a galera curte assim";

"Mas parece que eu tô na festa da máquina de fotocopia";

"Meu, cê tem que entender que é tipo um lazer pro pessoal";

"Tudo bem, entendo, aceito e até tiro foto, mas cara, é muito pouco";

"Cê estica a mão e diz belo som?";

"Não digo, jamais direi; e se me pedirem ajuda pra descer com os equipamentos, não ajudo";

"Como cê é chato cara";

"Não se trata de chatice, se trata de convicção";

"Convicção em que?";

"Sei lá... Talvez na arte, talvez na criação";

(Hallowed By The Name é tocada integralmente, e o cara dá o braço a torcer):

"É, de fato, não é arte, não é criação, é só uma festa de fotocopias";

"São reproduções meu caro. E com efeitos digitais na guitarra".


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