terça-feira, 27 de novembro de 2012

De Novo.

Resguardo (confio e visualizo),
Toda a segurança do meu universo,
Em uma geladeira,
Um armário de cozinha,
E esta mesa.

Considero que, de novo,
Não preciso de mais nada,
Tenho aqui comigo,
O que preciso,
E ponto: caminhão.

Quem me dera,
Ser Tartaruga.

Não tenho um puto,
Olho em volta e caixas,
De novo a vida em caixas,
E não será a última vez,
Já foram tantas.

Mas, inseguro e sem nada,
Apenas com alguns pesos a mais,
Vejo as caixas rindo de mim e penso:
"Envelheço e tudo aumenta,
Sobretudo minha capacidade de errar".


***



A torneira que eu esqueci aberta,
Não tardou a inundar,
Todo o prédio;
Mas eu sobrevivi, 
Eu sobrevivi,
Eu sobrevivi,
(Caralho).

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