domingo, 7 de outubro de 2012

Um elevador no peito.

1)
Já não havia luz quase alguma, o sol completamente posto e os olhares brevemente apagados:
"Paciência", se pensou.

2)
Um dedo em riste e solitário subia e descia, por vezes se enroscando no tecido rugoso da camisa:
"Este elevador que você está fazendo no meu peito está gostoso", se disse.

3)
A luz já era totalmente ausente, nos olhos até alguma fonte de claridade que o valha, o dedo continuava a se enroscar nas rugosidades do tecido, de cima para baixo: 
"Você está fazendo um elevador no meu peito", se metaforizou.




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