segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Planos.

Plano A:
"Vou passar o feriado noutra cidade que não está que não aquela ocupando o tempo com a realização de entrevistas com pessoas comuns que podem ser a chave de abertura para a escrita do meu projeto de mestrado para prestá-lo em breve daqui há alguns meses tra-lá-lá". 
O Plano A não deu certo, demorei em, puramente, questionar se "dá pra eu ir?", e percebi que, mesmo se desse pra ser recepcionado, esse trabalho todo - dito palavra a palavra com voz e tom de criança cabisbaixa - não seria possível.

Plano B:
"Vou passar o feriado encafurnado nessa casa (tal qual uma jaula) para obrigar este cérebro e este corpo dispersos a se concentrarem pura-unica-exclusivamente no processo de escrita/leitura/escrita, ambos de forma escabrosa e concentrada".
Na verdade volta e meia eu estipulo isso para os feriados, variam-se quais são as necessidades de concentração, quais são as variedades para a dispersão etc. Fato é que, de certa forma, há sim a necessidade de abundar tal corporalidade na cadeira, defronte ao computador apenas com aquela página de doc.texto aberto e sentar a bota nas palavras, que, juntas, tem de criar uma articulação textual que diga: "esse cara aprendeu algos nos cinco anos de faculdade".

Plano C:
(C de "Concretizado"):
Não vou dizer que cumpri com a ideia de escrever e escrever páginas a fio e a rodo do tanto que tenho por escrever. Sempre podia ter feito mais. Mas, honestamente - honestly, como dizem as mocinhas dos seriados que vocês assistem - foi bom, "rendeu", "foi produtivo". 
Mais ainda, vieram os imponderáveis e surpreendentes coisas da vida, e ai "Coiso, fulano vai chegar cedo em Marília pá pá pá", "Coiso, tem como a banda ficar lá na casa que cês tão usando como sede do Coletivo e pá pá pá". Tem, Dá, Claro que tem, Claro que dá e pá pá pá.
Construiu-se, então, um feriado que fugia dos planos A e B outrora previstos. Não fugiu tanto de B, pois, como disse, até houve um rendimento para a produção acadêmica do momento. E, paralelamente, houve também tempo para o bom andamento das coisas bacanas dessa vida: conhecer gente boa, se encantar com o som dessa galera e ainda tocar no final da noite.

O tipo de feriado pra me dizer: "rapaz, cê vai fazer uma porrada de coisa nessa vida, todas juntas - e com poucas horas dormidas - algumas chatas-xaropes-rastejantes, mas no todo, sempre terá essas segundas feiras, em que as maritacas cantarão em frente de casa e você nem se irritará".
Simplesmente por que 'foi daora'.



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