sábado, 4 de agosto de 2012

Doce.

Uma criança caiu, sentada com a bunda aplanada no chão duro. Rapidamente alguns adultos - precisamente, três - se aprumaram em a levantar, talvez para que o tombo não fosse maior, ou coisa do gênero.
Um homem se sentou adiante, comendo mais uma porção daquele macarrão que parecia delicioso, servido em uma espécie de bandeja de alumínio mole.
Duas meninas retiravam latinhas de refrigerantes, sucos e cervejas de dentro de sacos e latões, as espalhavam pelo chão, uma mulher as amassava com o pé direito enquanto outra as colocava noutros sacos.
Pessoas diversas recebiam distintos tipos de massagens, algumas pareciam relaxar, outras pareciam sofrer; alguns massagistas pareciam gostar de realizar tal ação, outros pareciam carrascos medievais, e havia um indiferente, que apenas movimentava seu cotovelo nas costas de um sujeito.
Um rapaz perguntou ao outro: "quer ir procurar um doce?"; o outro encostou levemente seu ombro no  do um e respondeu: "nem precisei procurar".





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