segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um passinho para trás.

Há mais ou menos uma semana, um emeiou que surgiu em minha caixa de entrada me lembrou que, na semana seguinte, (vulgo: a que se iniciou ontem) eu deveria estar em São Paulo para um encontro anual de antropológos. Mais do que isso, me lembrou que eu havia dispendiado R$40,00 pela inscrição no evento e que deveria imprimir um banner (que me custou mais R$30,00) e falar sobre o conhecimento produzido e impresso naquela folha de 120cm X 90cm e em meus dias de pesquisa sobre o tema, que permitiram chegar a tal impresso.
Em São Paulo desde sábado, na tarde de segunda feira se iniciou a jornada para aproveitar ao máximo os R$40,00; digo, os dias e possibilidades do evento, que são realmente muitas e fenomenais para a minha formação na área - além de poder bajular pessoas que podem ser importantes para o meu futuro dentro da acadimia.
Na segunda feira não havia nada que me atraísse na programação do evento, de modo que me desloquei apenas para assinar uma folha e retirar uma sacola com os "materiais do encontro": um monte de papel [metade já foi pro lixo], uma caneta e, literalmente, uma sacola [que, por tradição, sempre dou pra minha mãe]. Perdi cinco minutos na universidade em que está ocorrendo o congresso, e já voltei para casa.
Porém, para perder estes cinco minutos, tive que perder aproximadamente três horas, entre sair de casa e voltar. Peguei dois micro ônibus e um ônibus [um deles, apenas por dois pontos, pois a avenida estava congestionada], em nenhum deles me sentei e no último destes fui diversas vezes esmagado; sempre sendo convidado pela senhora que cuidava da porta da frente a "dar um passinho para trás".

É muita lerdeza, é muita lentidão, é tudo muito cheio e tudo muito parado. 
E eu sei, que esta semana será cheia de idas e vindas para estar nos momentos mais interessantes do encontro, e voltar pra casa, e conciliar tudo isso com a ansiedade, e uma possível felicidade [ou uma possível tristeza], e dar mais um e outro passinho para trás e tudo o mais.


E ai, não posso deixar de fazer uma pergunta, uma afirmação e uma prece:
-Como vocês aguentam esse inferno?
-Essa semana será interminável.
-Vai Corintias!


Nenhum comentário: